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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Trekking: Pernoite ou não pernoite. Eis a questão.



Mas o que é trekking afinal. Realmente seria necessário o pernoite para caracteriza-lo, como tanto é divulgado por aí?

Ok. No meu post sobre dicas básicas, eu mesmo usei a definição como uso de pernoite. Sempre houve uma dúvida na definição desta palavra, que é de origem inglesa. Até antes, a definição de trekking era destinada a percursos longos. Enquanto para percursos curtos o termo usado seria Hiking. Mas como se define também o que é longo ou curto? E está certa esta definição de hiking também?

Para buscarmos alguma respostas vamos partir dá origem dá palavra que é inglesa, como já afirmei antes. De acordo com o dicionário Cambridge, um dos mais conceituados do mundo para a lingua inglesa é a seguinte: The activity of walking long distances on foot for pleasure. Traduzindo: A atividade de caminhar longas distâncias a pé por prazer.

Opa! Alguém aí ouviu em falar em pernoite? Vamos mais a fundo. Trekking na verdade seria um "gerúndio" dá língua inglesa, que se origina da palavra Trek. Cujo significado para Cambridge é: To walk a long distance, usually over land such as hills, mountains, or forests. Traduzindo: Caminhar uma longa distância, geralmente sobre a terra como montes, montanhas ou florestas.

Mais uma vez não aparece a palavra pernoite ou similar. Além disso é acrescentado elementos de acidentes geográficos e vegetação tudo no plural.  Ou seja, além de ser um percurso de longa distância ele passa por diferentes ambientes, ou paisagens se preferir. A palavra Trek também pode ser vista como jornada, onde há o deslocamento do indivíduo de um local, território ou região para outro com características diferentes.

Vamos tomar um exemplo clássico. A travessia Petrópolis x Teresópolis. O normal é percorrer seus 30 km passando por vegetações, montanhas, córregos ao longo do seu caminho em três dias. Esta definição cai bem na definição que usa o pernoite como principal característica. Mas se o sujeito fizer em um dia? Ele fez um hiking?

Vamos ver a definição de hiking por Cambridge:

The activity of going for long walks in the countryside.

Vamos aproveitar e definir também o que é walking:

The activity of going for a walk, especially for pleasure.

Em hiking ele se refere novamente a longas distâncias, mas contudo a palavra countryside se refere no campo, neste caso em uma mesma região. Ou seja, ele não sai do local ou região onde se encontra. Outra coisa. Desmente a característica de ser percurso curto, tão divulgado por aí erroneamente.

Walking seria simplesmente caminhar por prazer. Não há nenhuma informação de caminhada longa, portanto se não há referência, não se deve caracterizar como tal.

Portanto se chega as seguintes conclusões:

Trekking: Caminhada longa, passando por diversos ambientes diferentes como montes, morros, montanhas, florestas entre outros.

Hiking: Caminhada longa em uma mesma região ou local.

Este estudo que eu levantei foi baseado especificamente na etimologia. Estudo da formação das palavras. E tem como principal fonte o site de Cambridge: www.dictionary.cambridge.org/pt

Se tiverem mais alguma informação a passar, dúvidas ou questionamentos é só fazer aqui no post.

Até a próxima.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Por que Cheryl Strayed sobreviveu e Chris McCandless não?

Finalmente, neste último fim de semana vi o filme "In the Wild" (Na Vida Selvagem), onde Chris McCandless resolve partir para viver na natureza, desapegando do estilo de vida que a sociedade proporcionava. Mas logo me veio a mente a história de Cheryl Strayed, contada no livro "Livre" onde para repensar a sua vida resolve fazer a Pacific Crest Trail, com os seus 1700 km. O que ambos tinham em comum? Nenhum preparo para a aventura que os aguardava. Mas um deles sobreviveu e outro não.

Não vou aqui entrar na questão das motivações que levaram a este novo capítulo na vida deles. Mas da questão de que é muito debatido no nosso meio, principalmente por nós guias de turismo. A falta de preparo de muitos que resolvem entrar nesta empreitada sem preparo nenhum. Infelizmente chega em meus ouvidos muitos pedidos para fazer travessias de longo percurso, sem ao menos nunca terem acampado antes sequer.

Tal fato acontece pelo seguinte problema: Colocar a emoção a frente da razão. Isto geralmente acontece principalmente com os mais jovens. Uma vez vendo relatos sobre excursão para o Aconcágua, me deparei com a sugestão de idade entre 30 e 50 anos. Os 50 anos havia entendido, que era por condições físicas. Mas me integrou os 30 anos. Ao continuar lendo veio o motivo. Disciplina. Pessoas mais jovens tendem a fazer coisas mais por impulso do que pela razão. Querem estar lá de qualquer maneira. E isto pode ser fatal.

Porém ambos partiram sem experiência alguma, mas ao final somente Cheryl estava viva. Ao contrário dela, Chris nunca se adaptou a vida selvagem. Vide como ele vivia no ônibus: Cama, fogão, livros, etc. E ainda precisava de uma arma para caçar. Não era mais fácil adquirir uma cabana no meio do mato? Já Cheryl, que sofreu bastante no começo da sua aventura pela sua inexperiência, soube ouvir os aconselhamentos dos mais experientes pelo caminho, e com isso de adequar. Chris além de não escutar ninguém, tentava convencer a outros em fazer sua empreitada. Tanto que seu legado, continua a enviar até hoje muita gente, a fazer o mesmo caminho até o "ônibus mágico". O que tem provocado inúmero pedidos de resgates (de gente despreparada como ele) e até de fatalidades.

Muitos vão dizer que Cheryl teve sorte. Sim de fato ela teve. Mas muito mais pelo fato de se adequar a demanda que ela se colocou, do que pela sorte em si, é que ela venceu. E por isso eu digo sempre. Não faça aventuras de "ouvido" ou por pura emoção. Contrate um guia experiente. Mas também tem muitos guias "modinha" por aí. Cuidado! Mesmo assim é preciso de preparação para encarar as chamadas travessias, como Petrópolis x Teresópolis e Serra Fina aqui no Brasil, ou trechos internacionais. Faça subindo um degrau de cada vez. Para isso é preciso de duas coisas fundamentais: Paciência e Disciplina. E não se preocupe. A montanha não vai sair do lugar.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Abertura ATM

Vídeo do amigo Felipe Lombardi da Drone Aventura saudando a abertura de temporada do Montanhismo 2017.

https://youtu.be/qLs46gLLTzo

sábado, 28 de janeiro de 2017

Guia Básico Para Iniciantes - Parte 4 - Classificação de Trilhas

Olá praticantes de trilhas.




Hoje vamos ver sobre como se classificam as trilhas. Nos últimos anos houve uma evolução. Existia uma classificação oficial que ninguém sabia como funcionava direito, somente os mais antigos. Termos como Leve superior, Pesada leve, etc... eram algo fora do imaginário dos novatos. Em contra partida, popularmente as trilhas eram classificadas basicamente como leve, média e pesada. Algum outro usava a classificação "punk" para algo extremamente pesada.

Para se ter algo atual e em ordem, a Femerj (Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro) junto com a CBME ( Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada), junto com outras entidades e participação de grupos ligados a pratica de trilhas fez promover uma revolução e criaram um novo conjunto de regras, que pode ser baixado no link a seguir.

http://www.femerj.org/wp-content/uploads/classifica%C3%A7%C3%A3o-trilhas-v6.1.pdf

Recomendo a ler por completo este manual, que agora divide a classificação de trilhas em 4 itens:

  • Classificação Básica
  • Exposição ao Risco
  • Orientação
  • Insolação

A Classificação Básica leva em conta o seu esforço físico e o tempo que leva para percorrer determinadas distâncias. Basicamente leva em conta este elementos, sem paradas, levando-se em conta o tempo total e a distância total a ser percorrida. Portanto não estranhem se verem a travessia Petrópolis x Teresópolis numa classificação de "8 a 12 horas", pois ela leva em consideração o tempo que uma pessoa levaria normalmente para percorrê-la (neste casso ela estaria fazendo a travessia de um dia, sem cargueira e com uma mochila leve carregando pouca coisa). É desta forma que os percursos são enxergados. Vai de leve a extra-pesada, tendo uma classificação especial de Longo Percurso, que neste caso usam como exemplo a Serra Fina.

Exposição ao Risco é o quanto perigoso é a trilha, em relação aos obstáculos naturais somente. Se é uma trilha tranquila, ou se possui trechos expostos, barrancos e rochas a serem transpostos, etc. Sua classificação vai de fácil a muito difícil.

Orientação. Como o nome já diz é o quanto é difícil se orientar neste percurso. Sua classificação vai de fácil a crítico.

Insolação é o tempo percentual de exposição ao sol. Note que não é medido por tempo, mas sim o percentual de exposição ao sol que você é submetido durante o percurso. Neste caso é medido leve (33%), média (33 a 66%) e alta (acima de 66%) do total do percurso.

Estas são as informações básicas que eu posso passar no momento. Como disse anteriormente é bom você clicar no link e baixa o manual para entender melhor. E se você é´de outro estado, que não seja o Rio de Janeiro, recomendo a sua leitura. A ideia é que este manual sirva para todo o país, e seja adotado por cada federação, fazendo a adequação dos exemplos de trilha de acordo com cada região.

Vamos falar sobre Trekking no próximo assunto.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Guia Básico Para Iniciantes - Parte 3

Bom! Já falamos sobre os passos iniciais e sobre equipamentos básicos e a ordem em que você deve investir. Agora vamos falar sobre um elemento vital para uma boa excursão: O Guia.

Sobre o Guia



Oficialmente, por força de lei, somente um guia com credenciamento pelo Ministério do Turismo, através da Embratur é que pode guiar pessoas seja lá em que tipo de excursão for. Até hoje isto não foi mudado. Portanto os cursos oferecidos por clubes de excursionismos, e entidades particulares, e outros não tem validade perante a lei.

Mas calma. Apesar de ter uma vertente na formação de guia de turismo para atrativos naturais, que só agora possui uma certa procura, o curso da Embratur pouco oferece de prática ou teoria para quando estar dentro do mato. Ele serve mais para auxiliar a tratar com os paxs (termo usado para os participantes da excursão), fazer a logística e de todos os trâmites para levar e trazer. Durante o percurso a credencial de um guia de turismo "legal" pouco vale, se ele não tiver o de atrativos naturais.

E aí? Como faz? O cenário ideal seria combinar os dois mundos. O de guia de turismo Embratur com o de formação de guias de montanha oferecido pelos clubes ou entidades regulamentadas, ou de um guia com bastante experiência na montanha. Desta forma você estaria guarnecido de forma legal com alguém com experiência e conhecimento para guia-lo nas trilhas.

Como funciona na prática? Poucos são os guias de montanha, que possui credenciamento Embratur. E isso é bem comum e aceito. Sim, pois você na verdade precisa de alguém que te leve e traga com bastante segurança, muito mais do que entender de organizar uma excursão. O problema como saber o grau de experiência desta pessoa ou se é experiente o suficiente para te levar e trazer? Só tem uma forma de saber. Pesquise. Praticamente todos eles possuem redes sociais. Provavelmente você conhece alguém que já tenha feito uma excursão com um determinado guia. Procure saber sobre ele o máximo possível. Muitas "empresas" só tem de empresa o nome. Nem registrado nos órgãos oficiais estão. Veja bem. A sua vida é quem está em jogo. Para os que são registrados no Ministério do Turismo você pode ainda fazer queixa. Os outros só no Procon ou delegacia. Pois trata-se de exercício ilegal da profissão. E os outros cursos oferecidos para guia de montanha são denominados "livres", ou seja, qualquer um pode oferecer. Inclusive, quem nunca botou um pé numa trilha.

Sobre os Paxs



Ok. Agora vamos falar de vocês pax, ou seja, participantes da excursão. Infelizmente existe problemas durante as excursões que não é decorrente dos guias, da geografia, do clima, do tempo, dos animais ou das plantas. Vem internamente. Um grupo jamais será heterogêneo. São várias mentes pensando de forma diferente, com temperamentos diferentes, visões do mundo diferente e que reagem de forma diferente a diversas situações. E aqui vai algumas atitudes que os paxs devem fazer e outras que deve evitar:

1) Pergunte ao guia somente o necessário: Não quer dizer que você não possa conversar com ele. Mas evite de fazer perguntas repetitivas ou sem nexo.

2) Saiba aonde está entrando: Antes de entrar numa trilha ou trekking pegue todas as informações necessárias sobre ela. É horrível ter que ficar parando a todo momento, pois o pax entrou em um evento que não estava preparado para entrar. E aos demais, diante desta situação, não fique criticando este membro. Uma vez iniciado o evento procure auxiliar os que estão menos preparado. Já que estão nela vão até o fim. Se existe ainda a possibilidade de retorno deste membro, faça-o. Caso contrário dividam o peso ou auxiliem o máximo.

3) O conspirador: Este talvez seja o pior. Por algum motivo ele quer se mostrar melhor que o guia. E muitas vezes começa a minar a confiança do grupo. Este tipo de pessoa tem problema de ego. E sente a necessidade de sempre estar acima dos outros. Se ele encontrar um grupo que seja uma presa fácil, danou-se. Lembre-se. Vocês estão sobre a condução do guia. Ele pode não ser perfeito. Mas é ele quem está a frente do grupo e conhece o caminho.

4) O carente: Ele parece muito com o membro mencionado no item 2. Mas ele faz isso por manhã. Não se deve dar muita atenção para ele, pois é tudo que ele quer. Portanto não leve os seus problemas de atenção para a trilha. Pois se tiver de fato com algum problema, vai ser difícil saber diferenciar.

5) O indisciplinado: Não segue as orientações do guia. Faz o que der na telha. Se o guia orienta para não subir em tal lugar ele o faz. Se pede para não se afastar ele faz. Pede para pegar a lanterna, mas inventa uma desculpa, pois apesar de estar escuro ou ficando, ele se garante na luz dos outros. Grande potencial de causar problemas.

Tem outros que poderia listar aqui. Mas em suma: O que o guia mandar ou orientar é "amém". Não crie problemas e principalmente não seja um problema.

Por último, tenha o seguinte pensamento na sua cabeça. Quando estiver em uma trilha, não existe mais o indivíduo, e sim um grupo. E o mesmo tem que agir como se fossem um único indivíduo e de forma mais harmoniosa possível.

Na próxima vou falar sobre classificação de trilhas.

domingo, 20 de novembro de 2016

Guia Básico para Iniciantes - Parte 2

Você começou a fazer trilha e gostou da coisa. Porém já deve ter notado ou até mesmo conversado, que existe equipamentos específicos para fazer trilha: Tênis ou botas, mochilas, calças, camisas, bastões, etc. Mas a pergunta que se faz é o seguinte. Por onde começar a investir? A minha resposta para esta pergunta segue a seguinte ordem de prioridade:

1) Tênis ou Bota
2) Mochila
3) Boné ou Chapéu
4) Bastões de Caminhada
5) Vestuário (Calças e camisas)

Notaram que eu não falei de Anorak (casacos de frio) ainda? Falarei dele quando chegarmos a parte de Trekking.

O tênis tem que ser o primeiro item a ser investido, pois é o equipamento mais usado por todos que praticam trilha. Ele se diferenciam por seu solado e pelas palmilhas mais confortáveis e anatômicas. O seu solado ou é cheio de travas ou "sucos" profundos. Geralmente são calçados de cor marrom, mas pode ser encontrado em outras cores, principalmente preta. A bota possui o cano (lugar por onde você coloca os pés) mais longo do que do tênis, e por isso maior proteção contra torções. Elas podem ser de cano curto ou de cano longo. Neste último caso estão enquadrados também os "cortumes" geralmente usados pro militares, pois oferecem proteção inclusive contra picadas de animais e insetos rastejantes. Ex: Serpentes.



A mochila é de grande importância também, pois é dentro dele que você coloca todos os seus itens, que você não veste ou que estão a mão. E isso pode acabar pesando, principalmente se você fizer uma trilha mais longa. Portanto ao adquirir uma nova mochila "de ataque" (Vai até 30 ou 40 l) verifique se tem três itens importantes:
  • Barrigueira: Que deve ser bem amarrada. Deve pressionar um pouco a barriga ao aperta-la. Isto para transferir o peso dela para as suas pernas.
  • Alça ajustável no peitoral: Ao contrário de que muitos pensam estas alças servem apenas para não deixar as alças da mochila frouxa e escapando dos seus ombros.
  • Encostado com espuma ou sistema similar: A maioria dos fabricantes de mochilas de trekking e hiking já adicionam isso. Melhora e muito o conforto das suas costas e evitam o incômodo da transpiração nela.
O ajuste da mochila é feita da seguinte maneira. Você afrouxa todas as correias, Ajusta primeiro a barrigueira, depois as laterais que passam pelo seu ombro, que não devem aperta-los, e por último o peitoral. Cada fabricante tem sua forma de ensinar este procedimento. Viste o site de cada um quando for comprar

E por falar em fabricante, verifique quem está produzindo o equipamento. Produtos muito barato, comprados em lojas de pechinchas, comércio popular, etc nem pensar. Marcas como Yins, Sport ou qualquer outra desconhecida desconsidere. Aqui vão algumas sugestões de marcas:

Marcas recomendáveis:
  • Nord
  • Trilhas e Rumos
  • Nautika (modelos novos)
  • Kailash
  • Curtlo
  • Quechua
  • Deuter
  • North Face
  • Thule



Boné e chapéu não tem muito que acrescentar. Apenas optem no caso dos bonés os de legionário, que protegem a nuca contar o sol e insetos. No caso de chapéu os de abas que circundam toda a cabeça para dar maior proteção ao sol.




Bastões de Caminhadas. Estas "bengalas" te auxiliam e muito na hora da caminhada. Podem tirar até 30% do peso da sua mochila, principalmente quando estiver usando uma "cargueira". Além de ajudar a te manter ereto na caminhada. Pode parecer bobagem, mas quem antes não usava e passou a usar sente bastante diferença.



Aprecie na hora de comprar suas calças (em nenhum momento falei short ou bermuda, perceberam?) com bolsos laterais chamadas de "Calças cargos" e de material bastante resistente. As calças tipo "Adidas" muito usado em academias não são recomendáveis pois rasgam fácil. Camisa de preferência Dry fit ou Dry sec (mesma coisa), pois apesar de absorver bastante a transpiração, deixando você encharcado de suor, elas secam na mesma velocidade, quando você não estiver caminhando. Alguns preferem de manga comprida, para dar proteção aos braços. Fica ao gosto de cada um.




Outros equipamentos não mencionados:

Perneiras. Servem para proteger a parte inferior das pernas contra picadas de animais rastejantes ou insetos. O de maior preocupação são as serpentes. O certo é usar em todas as trilhas que fizer, pois o risco sempre existe, mas costuma se usar em locais de grande incidência deste animal. Além de ser algo incômodo, a possibilidade de uma acidente são remotas. Como disse no capítulo anterior, Elas tem tanto medo de você, quanto você dela.

Meias: Quanto mais acolchoadas melhor. Prefira os modelos de lã, ou que venha com bastante algodão (acima de 80%).

No próximo tópico vamos falar sobre o guia. Aquele que pode te proporcionar uma grande aventura ou te colocar em uma furada.

domingo, 13 de novembro de 2016

Guia Básico para Iniciantes - Parte 1

Foto da minha primeira ida a Pedra do Sino em 2007

Nos últimos anos temos visto um novo "boom" de pessoas fazendo trilha. Na mesma leva tem surgido um monte de grupos de trilhas, promovendo e divulgando seus eventos. Sejam ela sem "fins lucrativos" ou de forma "comercial". E com isso problemas tem ocorrido, seja pela empolgação, por falta de senso do perigo ou até por mal preparo dos guias.

Devido a tudo isso, resolvi criar este post para orientar estes novatos, e comentar estes e outros assuntos. Tenho experiência de décadas em trilhas, sou líder de um grupo de trilhas e participo de outros a mais de 10 anos. Por isso vou dar umas pequenas dicas para você que se já se iniciou ou pretende iniciar:

1) Você realmente está motivado para isso? Muita gente faz pela "modinha" de fazer trilha. Pense bem. Geralmente requer esforço físico e constante. Apesar de você não correr, terá que andar bastante, Trilhas por mais leve que sejam levam pelo menos duas horas e muitas tem aclives (subidas), que causam um bom desgaste.

2) Vai começar agora? Nada de comprar equipamentos sofisticados. Vai que você não gosta da atividades e acaba investindo em equipamento a toa. Faça umas duas ou três dias e depois diga se gostou ou não.

3) Esteja preparado para os despropérios do tempo. Pode ser que o objetivo daquele mirante, cachoeira ou travessia seja frustrado por uma chuva inesperada. Tenha sempre isso na sua mente e não fique frustrado pro causa disso. O lugar que você vai não vai sair do lugar, e você poderá retornar em uma próxima vez ou refazê-lo novamente com um tempo melhor.

4) Leve um equipamento básico, que são:
  • Mochila
  • Saco de Lixo
  • Kit de Primeiros Socorros com os medicamentos que costuma usar
  • Lanterna
  • Apito (Ou se tiver um bom gogó use sua voz)
  • Cobertor de Emergência
  • Água e comida de acordo com a quantidade de horas que a trilha pede
  • Agasalho, capa de chuva, anorak ou outra cobertura para proteger da chuva
  • Chapéu ou Boné. Protege do Sol e de testada nos galhos
  • Repelente
  • Protetor Solar. Em caso de banhos de rios e cachoeiras evitar de usa-los
  • Outros itens que o guia relacionar
5) Não banque o guia. Você está começando. Não seja arrogante. Pode estar colocando a sua vida e dos demais em perigo.

6) Obedeça o seu guia.

7) Não faça trekking (trilhas com pernoite) ainda. Para esta atividade você precisa de bastante experiência, de equipamento mais elaborado e não de qualquer marca. Mas calma. Tem equipamentos com ótimo custo x benefício no mercado.

8) Sempre olhe onde pise e principalmente coloca a mão.

9) Serpentes é o menor dos seus problemas. Dificilmente terá acidentes com elas. Tem outros problemas que ocorrem durante uma trilha que vão além delas. Mas isto é assunto para outro tópico. Mas te digo uma coisa desde já. Elas tem tanto ou até mais medo, do que você delas.

Por enquanto é isso. No próximo post irei falar sobre o segundo passo. O começo da compra de equipamentos, tipos de trilhas e suas classificações. Como identificar um bom guia.

Trekking: Pernoite ou não pernoite. Eis a questão.

Mas o que é trekking afinal. Realmente seria necessário o pernoite para caracteriza-lo, como tanto é divulgado por aí? Ok. No meu...