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domingo, 18 de maio de 2014

E lá vou eu para mais uma travessia Petrópolis - Teresópolis. Ou não?

Na Travessia: Dorso da Baleia

As vésperas de mais uma ida Açu, com intuito de fazer a mais clássica travessia do Brasil, lembranças recentes vêem a minha cabeça. A frustração de nos três últimos anos de não ter conseguido fazer. Um por problema de data, outra por problema de logística (o responsável pela corda não foi no final das contas) e outra por problema de mal tempo. Como consolo acabei por conhecer o belíssimo Portais de Hércules, mas sinceramente preferia ter feito a travessia nas três vezes.

A minha última vez foi em 2010. Até então fiz nos outros 2 anos seguidos (2008 e 2009). Quando chegou em 2011 a data inicialmente marcada pelo grupo foi vítima pela desistência em série de diversos membros. Restaram apenas quatro e nenhum deles com um item essencial para a travessia: A corda. Lá no Açu conhecemos um dos supervisores, que até ofereceu deixar a corda no cavalinho e depois nós pegaríamos e entregaríamos a ele, mas já não havia consenso no grupo, e pintou a chance de ir ao Portais de Hércules, pois eu havia levado o guia de trilhas do Parnaso. Enfim fizemos o Portais de Hércules e de fato é um espetáculo de mirante. Não tenho como descrever. Só indo lá para ver. A visão que você tem é do lado contrário dos famosos "Orgãos" da Serra, que na verdade remetente ao instrumento musical das igrejas antigas católicas, e não a orgãos do corpo humano. Mesmo assim ainda ficou a frustração de não ter feito a travessia. Uns dois ou três meses depois este mesmo grupo resolveram fazer a travessia. Não pude mais ir, pois havia programado as minhas férias para justamente coincidir com a data do evento. Eu nuca falei nada na época, mas fiquei chateado com o ocorrido.

Portais de Hércules

Em 2012, não me lembro exatamente o motivo, mas não consegui um grupo com corda para fazer a travessia. Restou fazer novamente o Portais de Hércules. Porém acrescentamos o "Caminho do Índio" e o Pico do "Falso Eco", que na verdade é um morro que antecede ao Pico do Eco. Linda vista, mas nada de travessia neste ano.

Em 2013 resolvi o meu problema de corda: Eu comprei. Planejamos faze-la em quatro dias. No primeiro dia subiríamos ao Açu, no segundo Portais de Hércules, no terceiro a travessia e finalmente no quarto dia desceríamos do Sino. Bom. Até a parte do Portais de Hércules conseguimos, mas no dia da travessia o tempo fechou de uma tal forma, que não se conseguia ver um palmo a frente. Do grupo apenas alguns  tiveram o bom senso de abortar, inclusive eu, o restante foram, se garantido pelo GPS, pela nova sinalização do parque e por duas pessoas com experiência de escalada. Conseguiram ver nada da paisagem, passaram por algumas dificuldades, mas completaram o percurso. Ah, e minha corda foi com eles. Desde então eu ainda não a resgatei.


Visibilidade péssima no Açu.

No início de Junho estarei retornando lá para mais uma tentativa. Porém eu a farei de qualquer forma. Se não der para fazer agora, em outra data neste ano acontecerá. Seja em um dia, dois ou três dias. Mas que eu farei, eu farei. Ah se farei.

O que aprendi:

  • Motivação é algo essencial para fazer este percurso e outros na sua vida;
  • Nunca desista dos seus objetivos, mas saiba avaliar com sabedoria, e não com sentimentos se é possível transpor neste momento ou não. Como costumamos dizer "A Montanha não vai sair do lugar";
  • Tenha capacidade de interagir em grupo, mas se membros do grupo não tem a capacidade para suprir a necessidade de todos, capacite-se;
  • Tenha sempre uma plano "B";
  • Aprenda a perdoar, pois um dia você precisará também de perdão.

domingo, 11 de agosto de 2013

Dicas - Motivação

Olá leitor do Blog Trilhas e Camping!

Hoje inauguramos mais uma etapa. Teremos o nosso primeiro de muitos textos falando sobre montanhismo. E como primeiro tema, iremos falar de algo que pode parecer não muito relacionado com as trilhas que percorremos, mas sim com o mundo da Psicologia: Motivação!

Trilha para o Cobiçado, localizado na região de Caxambu, Petrópolis.

Pode parecer óbvio demais falar de um assunto assim, pois é lógico que para fazer uma trilha, uma excursão, ou até mesmo qualquer coisa que desejamos fazer da nossa vida é necessário motivação. Mas o que eu quero abordar aqui não é exatamente o conceito de motivação, e sim as motivações erradas que levam a prática deste esporte. É tão importante este assunto, que isso pode levar ao fracasso uma excursão.
Exemplos:

1)      Irei fazer para emagrecer: Apesar de ser uma caminhada o desgaste é muito grande. A ausência de uma alimentação adequada pode gerar problemas como tontura, pressão baixa entre outros. Como eu costumo dizer “Montanhismo não é lugar para fazer dieta”.

2)      Preciso praticar algum esporte e vou fazer trilha: Na verdade amigo deveria ser ao contrário. Você deveria praticar alguma atividade física para poder fazer trilha. Fazer trilha, hiking ou trekking não é um esporte que é proporcionado para todos os dias. É o típico de “esporte de final de semana”. Como disse no exemplo anterior ele proporciona um grande desgaste. E preparo físico prévio é importante.

3)      E um último exemplo de motivação errada: Vou fazer trilha porque tem belos lugares para ir. O ambiente de trilha é um ambiente hostil. Tanto que todos que praticam esportes radicais relacionados a natureza são chamados de aventureiros e não é a toa. Nem sempre você vai conseguir chegar naquele Pico, mirante, praia ou cachoeira nas condições que você previu. Não é muito difícil que ocorra nevoeiro, chuva, frio intenso entre outros fenômenos que talvez você não goste. Nem vou entrar na questão das serpentes, insetos e outros animais, que se você nem gosta de confrontar em pensamento, imagine no meio do mato.

Tudo isso tem que se lavado em conta antes mesmo de você sair de casa. Por isso tem que avaliar bem a motivação que te leva a prática de trilha. A maioria que pratica o Montanhismo curte o contato com a natureza, banho de rio, belas paisagens e principalmente superação. Estas com outras motivações é que nos impulsionam. Se você tem dúvida procure uma trilha que não leve mais de duas horas, se oriente sobre o percurso que vai fazer ou procure um guia. Planejamento será um tema futuro a ser abordado.

Até a próxima. 

Trekking: Pernoite ou não pernoite. Eis a questão.

Mas o que é trekking afinal. Realmente seria necessário o pernoite para caracteriza-lo, como tanto é divulgado por aí? Ok. No meu...